Newsletter - May 2017

EDITORIAL

Dez anos de PDICSS, dez anos de investigação com impacto

Abre, no final do mês de junho, a 2.ª fase de candidaturas ao Programa Doutoral em Investigação Clínica e em Serviços de Saúde (PDICSS).

Comemorando, por esta altura, dez anos de existência, o PDICSS é um programa especialmente focado na melhoria da evidência científica de suporte à decisão médica e na avaliação do impacto dessas decisões na saúde individual e das populações.
 
Juntando profissionais que desenvolvam atividade de investigação na área de Investigação Clínica e/ou Investigação em Serviços de Saúde, licenciados/mestres em Ciências da Saúde, Matemática, Engenharia, Ciências de Informação ou Economia, este programa distingue-se pela multidisciplinariedade dos docentes e discentes e pela sua ligação uterina ao CINTESIS, que se reverte numa mais-valia para os estudantes deste programa e injeta anualmente, no CINTESIS, novos talentos.

O PDICSS beneficia de financiamento por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e do programa Norte2020, o que se traduz na existência de 16 bolsas de doutoramento (12 financiadas pela FCT e 4 financiadas pelo NORTE 2020) que permitem aos estudantes dedicarem-se em exclusivo aos seus trabalhos de investigação.

A receita parece bem apurada. Como salientou o investigador Luís Azevedo no âmbito do FMUP PhD & Master’s Day, metade das publicações científicas assinadas por estudantes deste PD enquadram-se em revistas de 1.º quartil (top 25% das revistas da área), atestando o impacto da investigação realizada. Só num ano (2015), os estudantes deste PD estiveram envolvidos na publicação de 78 papers, numa média de 1,42 artigos/estudante. 81% desses artigos foram publicados em revistas com fator de impacto em áreas cientificamente relevantes. Acresce que do PDICSS nasceram 8 projetos financiados, 4 ensaios clínicos e 1 produto para comercialização.

Não faltam, portanto, razões para apostar neste PD por mais uma década, integrando os seus estudantes nas 16 linhas de investigação – cada vez mais fortes e produtivas – do CINTESIS.

 
António Soares, Phd, Executive Manager
Olga Estrela Magalhães, Media Relations Specialist


Imagem: Pedro Sacadura (DR)

PsychoLive 'domina' evento no Porto

O uso da Realidade Virtual no tratamento de fobias e a identificação de um marcador de falsos positivos em testemunhas oculares foram alguns dos temas apresentados por investigadores do CINTESIS/U.Aveiro no 12.º Encontro da Associação Portuguesa de Psicologia Experimental que decorreu em maio, no Porto.

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NanoSTIMA 3.5

O CINTESIS acolheu o NanoSTIMA 3.5 Meeting. O evento juntou investigadores das linhas 3 e 4 do NanoSTIMA (Macro-to-Nano Human Sensing: Towards Integrated Multimodal Health Monitoring and Analytics), projeto europeu coordenado pelo INESC TEC e desenvolvido em colaboração com o CINTESIS, o Instituto de Telecomunicações e o Cidesd.

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ProNutri marca agenda mediática

SIC, RTP, TVI e Porto Canal, bem como Lusa, JN e Antena 1. Estes foram alguns dos órgãos de comunicação que noticiaram um projeto desenvolvido por Júlio César Rocha, do ProNutri, que relaciona a presença de nutricionistas nas creches com a obesidade e sobrepeso nas crianças. A ver.

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CINTESIS integra FoodNano Sense

O CINTESIS participa no projeto “FoodNano Sense” com a investigadora Goreti Sales, pertencente a esta Unidade de I&D e docente do ISEP. O estudo, tutelada pela FCUP, visa compreender o amargor e adstringência dos compostos fenólicos presentes em alimentos, para desenvolver um biossensor a utilizar na produção.

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MEDIDA é U.Porto Spin-off

A MEDIDA já é Spin-off U.Porto! Esta é a quinta empresa criada no CINTESIS a receber esta chancela. Acrónimo de Medicina, Educação, Investigação, Desenvolvimento e Avaliação, a MEDIDA é uma empresa da área da saúde criada em 2007 e liderada por João Fonseca, investigador do CINTESIS.

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ActiveAdvice já 'bloga'

Já está online o blog do projeto ActiveAdvice, que visa providenciar informação a pessoas idosas, permitindo sustentar decisões em "Active and Assisted Living (AAL)". Soraia Teles, investigadora desta Unidade de I&D e no ICBAS, assina o artigo “Are older adults technophobic?”, no qual realça que, em 2016, 57% dos europeus (EU-28) entre os 55 e os 74 anos usavam a internet pelo menos uma vez por semana.

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PROFILE // LUÍS AZEVEDO , G15 - EvidenS

Idade:  40 anos
Naturalidade:  Amarante
Polo: Faculdade de Medicina da U.Porto
Interesses de Investigação:  Metodologias de Investigação, Bioestatística, Revisões Sistemáticas, Meta-análises, Avaliação de tecnologias da saúde, Avaliação económica, Ensaios Clínicos, Nutrição, Dor

Luís Azevedo é, atualmente, um dos mais proeminentes investigadores e professores do CINTESIS e do MEDCIDS – Departamento da Medicina na Comunidade, Informação e Decisão em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Licenciou-se em Medicina na FMUP em 2001. “Foi uma decisão muito acertada porque este é um curso que nos dá um conjunto de opções profissionais muito diversificadas”, confessa. Depois de fazer a sua formação clínica básica no então chamado internato geral, foi chamado a cumprir seis meses de serviço militar obrigatório numa unidade de paraquedistas em Tancos, acumulando com as urgências no Hospital de Abrantes. “Até tive oportunidade de dar um salto de paraquedas e fiquei fã. Gostei imenso”, conta.

De regresso ao Porto, no início de 2004, ficou colocado em primeiro lugar num concurso para Assistente no então Serviço de Bioestatística e Informática Médica, onde havia feito a sua estreia na investigação, ainda como estudante, publicando o seu primeiro artigo nos idos de 1999. Desde então, tem feito uma prolixa carreira académica na investigação e docência, tendo sempre como objetivo “contribuir para melhorar e otimizar os processos de tomada de decisão na área da saúde em geral e da Medicina em particular”.

De acordo com Luís Azevedo, há três grandes pilares que estão sempre associados aos processos de decisão em saúde. O primeiro pilar é a experiência clínica, o segundo é a integração da melhor evidência científica disponível e o terceiro é a integração adequada das perspetivas do doente. Foi no segundo e no terceiro pilares que focou a sua atenção, por serem aqueles que estavam menos desenvolvidos em Portugal.

No âmbito da investigação clínica e da integração da melhor evidência, o investigador tem-se dedicado essencialmente às Metodologias de Investigação e à Bioestatística, duas “áreas fundacionais da qualidade da ciência que é produzida”, sendo atualmente membro do Painel de Metodologistas da ECRIN, uma iniciativa europeia responsável pela avaliação de projetos candidatos a financiamentos de monta.

Dedica-se também à Avaliação de Tecnologias da Saúde e à Avaliação Económica, que integra os estudos de custo-efetividade, essenciais para suportar decisões em políticas de saúde e na prestação de cuidados. Neste âmbito é, desde maio de 2016, membro avaliador da CATS – Comissão de Avaliação de Tecnologias da Saúde, a entidade reguladora máxima em Portugal nesta área, e num registo algo diferente colabora também com o grupo de Conceição Calhau (CINTESIS/NOVA Medical School) desenvolvendo investigação no âmbito da avaliação de tecnologias em nutrição e alimentação humanas, incluindo a realização de ensaios clínicos nessa área. Dois dos projetos em curso nesse contexto, com a marca CINTESIS, são o VALORINTEGRADOR e o Functional Tuna. 

A sua terceira vertente de atuação no que se refere à investigação clínica incide na Síntese da Evidência, onde se incluem as revisões sistemáticas e as meta-análises. A propósito, destaca a ligação do CINTESIS e do Departamento à Cochrane Portugal, centro português associado à Cochrane Collaboration.

Foi sempre debaixo destes três grandes chapéus que Luís Azevedo fez a sua formação, destacando-se a pós-graduação em “Probabilidade e Estatística” na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e o doutoramento na FMUP com uma tese intitulada “Dor crónica em Portugal – Prevalência, e impacto individual, social e económico”.

Esta filosofia e estrutura enformam também a oferta formativa do Departamento que integra e em cuja criação, organização e dinamização está envolvido desde o início. O primeiro curso a surgir foi o Programa de Mestrado em Evidência e Decisão e Saúde (MEDS), atualmente dirigido por Mário Dinis-Ribeiro, curso esse que serviu como uma espécie de “incubadora” para o Programa Doutoral em Investigação Clínica e Serviços de Saúde (PDICSS), liderado por Altamiro da Costa Pereira, e, mais tarde, para o Curso de Estudos Avançados em Investigação Clínica e em Serviços de Saúde (CEAICSS), uma pós-graduação avançada dirigida pelo próprio Luís Azevedo.

Em virtude da sua experiência e saber em áreas tão transversais, Luís Azevedo tem participado enquanto investigador em projetos muito diversificados, mas a sua área de eleição continua a ser a dor. Neste momento estão a decorrer vários trabalhos de investigação, com destaque para um estudo prospetivo sobre a efetividade da terapêutica e da intervenção das unidades de dor no tratamento de doentes com dor crónica em Portugal.

 
Objetivo profissional para o próximo ano?
No próximo ano, espero concluir alguns dos projetos de investigação atualmente em curso, em particular os trabalhos na área da dor e na área da nutrição e alimentação.
 
Ambição para os próximos 10 anos?
A minha ambição para a próxima década é dar uma contribuição importante na solidificação do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo MEDCIDS e pelo CINTESIS, designadamente a nível da oferta formativa e do alargamento do âmbito, qualidade e impacto da investigação desenvolvida. Um dos aspetos chave para isto, e que me dará um prazer e satisfação particulares, será a de poder contribuir pessoalmente e de forma relevante para a formação das novas gerações de docentes e investigadores desta nossa casa, que possam dar continuidade e elevar ainda mais os projetos que temos vindo a desenvolver.
 
Que vida para além da Medicina, da docência e da investigação?
Faço questão de ter tempo para a minha família. Adoro cinema e música. Sou um verdadeiro amante de literatura em geral e de poesia portuguesa em particular, onde destaco os nomes de Fernando Pessoa, Alexandre O’Neil e Herberto Hélder.

 
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Edição: António Soares | Redação: Olga Magalhães; Cláudia Azevedo
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